segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Eric Clapton toca com Wynton Marsalis no Jazz Lincoln Center

Eric Clapton, tem nova parceria, e novo CD. Há quatro meses, o músico realizou um sonho de infância: tocar num concerto de jazz. A apresentação teve parceria e direcção de Wynton Marsalis num espectáculo, no baile de gala anual da Jazz Lincoln Center Orchestra, em Nova York. Além deste primeiro encontro, Marsalis e Clapton, voltaram a reunir-se com os membros do JLCO para mais dois concertos públicos.


Clapton e Marsalis teoricamente caminham em terrenos diferentes, porém há uma via que faz o cruzamento direto, tanto com o rock quanto com o jazz: o blues.


Oportunamente, a primeiro apresentação de Clapton e Marsalis foi registrada em áudio e vídeo para um futuro lançamento. É por isso que em breve, chegará às lojas (em 13 de Setembro) o CD e DVD Wynton Marsalis & Eric Clapton Play the Blues – Live From Jazz at Lincoln Center.


Marsalis é o diretor artístico do Jazz at Lincoln Center e trabalhou com a orquestra para organizar o repertório associado ao estilo do convidado ilustre, que pode sugerir grande parte dos temas. A única música fora da escolha do guitarrista foi Layla, um dos clássicos do álbum Layla and Assorted Love Songs, tema que foi incluído a pedido do baixista Carlos Henriquez.


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Quartas têm blues no Dubliners' do Rio Vermelho

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Morre bluesman David 'Honeyboy' Edwards aos 96 anos


Era um dos remanescentes do blues do Delta do Mississippi,
e tinha sido parceiro de Robert Johnson

Jotabê Medeiros

Morreu na segunda-feira (29/agosto), aos 96 anos, o cantor David "Honeyboy" Edwards, um dos mais proeminentes artistas do que se convencionou chamar de Blues do Delta do Mississippi - um escopo geográfico, mas também definido em estilo, instrumentos (gaita, violão, canto forte) e temática, ligada à música de trabalho dos afro-americanos da região.

"O blues não é feito para ser tocado rápido, mas para ser tocado lentamente", dizia o velho Honeyboy, que ganhou um Grammy em 2008 pelo disco Last of the Great Mississippi Delta Bluesmen: Live in Dallas, lançado pelo The Blue Show Project. À WBEZ Chicago Public Radio, ele contou como foi ouvir pela primeira vez sua voz em disco, após anos cantando sem gravar. "Eu tocava gaita, e minha voz era realmente forte", disse.

Alguns discos parecem fadados a transformar-se em documentos históricos. Foi o caso de Last of the Great Mississippi Delta Bluesmen: Live In Dallas, lançado em 2007. O álbum reuniu em um show ao vivo as últimas lendas do blues do Delta do Mississippi em atividade: Henry James Townsend, Joe Willie "Pinetop" Perkins, Robert Lockwood, Jr. and David Honeyboy Edwards. O show fora em Dallas, em outubro de 2004.

O time todo já não está mais uivando seus blues por aí. O cantor, guitarrista e pianista The Mule (A Mula), Henry Townsend, morreu em setembro de 2006, aos 97 anos. Robert Lockwood morreu em novembro de 2006, aos 91 anos. Pinetop Perkins morreu em março deste ano, aos 97 anos. E agora foi a vez de Honeyboy, aos 96 anos.

Durante 80 anos, Honeyboy tocou alguns dos mais famosos músicos do blues, como Charley Patton, Muddy Waters e Howlin" Wolf. Por causa de seu trabalho e amizade com Robert Johnson, considerado o pai da sintaxe do blues, ele era muito procurado. Ambos viajaram e tocaram juntos em ruas e piqueniques nos anos 1930.

"Nós podíamos andar pelo país com nossos violões sobre os ombros, parávamos na casa das pessoas, tocávamos um pouco e seguíamos adiante", ele contou uma vez ao historiador Robert Palmer. "Pegávamos carona, íamos de caminhão em caminhão ou, se calhasse de a gente conseguir carona com um deles, subíamos no vagão de um trem, porque a estrada de ferro atravessa va o país inteiro na época. Rapaz, nós tocamos para muita gente."

Conta a lenda que, em 1938. Honeyboy, Sonny Boy Williamson e Robert Johnson estavam num estabelecimento noturno, e Johnson se engraçou justamente com a mulher do dono do bar. O sujeito teria lhe enviado uma garrafa de uísque com algum tipo de veneno, o que levaria o King of Delta Blues à morte em 16 de agosto de 1938.

Nascido em Shaw, Mississippi, em 28 de junho de 1915, numa fazenda de algodão, ele ganhou o apelido dos pais. A mãe tocava violão, o pai tocava violino. Em 1929, começou a tocar com o bluesman Tommy Johnson. "Eles catavam algodão o dia todo, e de noite eles tocavam os violões", contou o músico em sua autobiografia, The World Don"t Owe Me Nothing (Chicago Review Press, 1997). Em 2006, ele esteve pela última vez no Brasil, apresentando-se no Festival de Inverno de Paranapiacaba.

LENDAS VIVAS

Aos 86 anos, o pianista Henry Gray é um dos
ativos sobreviventes do blues. Tocou com Muddy

Waters, Otis Rush e Sonny Boy Williamson e é um dos guardiões da chama do blues boogie-woogie. Aos 81 anos, Bobby Bland, conhecido como O Leão do Blues, é um forte do Tennessee, Os outros gigantes do gênero são muito conhecidos: B.B. King (que já anunciou a aposentadoria diversas vezes) segue tocando com 86 anos, e Buddy Guy, aos 75, o homem que influenciou de Jimi Hendrix a Keith Richards, segura as pontas do blues elétrico. 


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

25 anos: Álvaro Assmar faz show no Balthazar Grill&Bar


Para celebrar 25 anos de carreira, o bluesman baiano Álvaro Assmar se apresenta junto com a Mojo Blues Band, se apresentam na próxima sexta-feira (09), no Balthazar Grill&Bar, para o lançamento do CD/DVD “Álvaro Assmar 25 anos ao vivo”.

No show, que começa às 22h, Álvaro Assmar será acompanhado por Octávio Américo (baixo), José Luiz Lima (piano/órgão) e Reny Almeida(bateria), músicos que inclusive participaram da gravação do álbum comemorativo dos seus 25 anos de carreira. 

O show trará ainda um convidado especial, o guitarrista baiano Diego Andrade.


Evento: Álvaro Assmar
Local: Balthazar Grill&Bar (Itaigara)
Data: sexta-feira (09/09), às 22h
Ingresso: R$ 30 (salão) R$ 20 (camarote)